Home Data de criação : 07/10/14 Última atualização : 08/12/29 14:11 / 984 Artigos publicados

Miguel Ângelo Ravanini Neto

Para Li  (Miguel Ângelo Ravanini Neto) escrito em sexta 17 outubro 2008 17:23

 

Para Li

Miguel Ângelo Ravanini Neto

 

 

Li... hoje, do nada, lembrei-me de ti,

e meu coração ainda continua trincado,

precisando de cola para continuar batendo em Mi.

Lá, lembrei-me de ti, a suave pétala de um arenoso

jardim que em meu coração sorriu, assim, assim!

 

Cavalga o cavalo alado; vem e fica aqui ao meu lado,

concerta meu coração descompassado e me faça feliz!

Sinto falta dos teus beijos, do teu cheiro, e quero você aqui.

Caminhos não se cruzam por acaso; vem ser a flor deste

jardim perdido, trilhos sem flor, pedras e passos rasos.

Li, vou tirar você dessa alameda e te plantar dentro de mim!

 

 

08/04/2007

 

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Outeiro  (Miguel Ângelo Ravanini Neto) escrito em sexta 17 outubro 2008 17:21


 

Outeiro

Miguel Ângelo Ravanini Neto

 

 

Outeiro pobre, nem tem cruzeiro...

as flores não te querem, só há ervas daninhas,

as aves te desprezam e em ti não fazem ninho,

nesta terra estéril nada germina...

 

Solitário monte perdido nesta campina,

o vento te açoita e o sol te abomina.

A chuva sobre ti é triste como o choro

e a lua não te resplandece, opaco morro.

 

A terra foi tua madrasta,

negou-te o sentido da vida;

condenado à solidão, tornou-te vazio...

e o tempo te esquece, pobre outeiro!

 

És para mim o meu espelho;

sou como você, solitário eremita,

não conheci amor, só o desprezo,

não sinto alegria, meu coração é brita.

Como tu, sou morro e só, morro!

 

 

06/06/2007

 

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Ora, menina, que a hora vai chegar!  (Miguel Ângelo Ravanini Neto) escrito em quarta 15 outubro 2008 17:33

 

Ora, menina, que a hora vai chegar!

Miguel Ângelo Ravanini Neto

 

 

Contempla, amiga, a vida ainda caminha

da mesma forma que começou...

Olha, menina, o mundo não muda.

Sonhamos com castelos e templos

enquanto profanamos as nossas crianças,

e degradamos e exploramos a nossa terra.

 

Amiga, ainda achamos que somos semelhantes ao Pai,

mas só sabemos adorar a nós mesmos.

Somos seres totalmente egoístas e individuais.

Buscamos somente o prazer e o poder.

Devastamos nosso planeta e nossa existência

com a eterna ambição de que somos donos do universo.

Chora o Eterno, a vida ainda não mudou!

 

Será que algum dia seremos menos

humanos e mais espíritos, livres do sangue,

e livres da carne e da dor,

no caminho do Pai eterno, na leveza

de almas infinitas vivendo a essência do amor?

Ora, menina... ora, amiga, que a hora vai chegar!

20/03/2007

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Opala  (Miguel Ângelo Ravanini Neto) escrito em quarta 15 outubro 2008 17:29


 

Opala

Miguel Ângelo Ravanini Neto

 

 

No meu caminho que é de pó e em aclive,

subindo o outeiro, não quero olhar para trás.

Satisfaz-me saber que o que aqui jaz

já está em apogeu, em melhor lugar do que eu.

Como migalhas de pão, vivo de grão em grão.

Cercado de amigos, eu não sinto fome, sinto solidão.

Quantos viveram e morreram; quantos vivem como eu?

E deste tanto, quantos e quando morrerão?

  

Vida engraçada, cercada de ciladas, sílabas, verbos,

palavras, cagadas e porradas, de que tive poucas amadas.

E na verdade, na realidade, eu queria somente a você.

Continuo vendo-lhe no cinema e na TV da minha mente,

que às vezes mente, engana-me, pobre alma insana,

que tem gana de ser algo ao teu lado; mas sou só um louco,

desvairado, sempre fumado, nessa terra do pó...

Pedra de opala; e você, que sequer me vê anjo loiro,

envolto em brumas e flores, sequer sabe das minhas dores.

Segue o seu caminho de luz, porque a mim, só restou à cruz.

 

 

 

28/03/2007

 

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O que somos nós?  (Miguel Ângelo Ravanini Neto) escrito em quarta 15 outubro 2008 17:26

 

O que somos nós?

Miguel Ângelo Ravanini Neto

 

 

O que somos nós?

Seres humanos, nem sempre racionais,

pretensos deuses propensos à destruição.

Buscamos o saber, queremos o poder...

Por quê?

Não nos basta a simplicidade da vida,

buscamos torná-la complexa,

 apenas e tão-somente por querer...

Por quê?

O que somos nós?

Seres humanos, nem sempre racionais,

em nome de Deus fazendo o diabo,

só em busca do saber, poder, querer...

cada vez mais, mais e mais!

Por quê?

Buscamos o universo, e destruímos a Terra...

E em nome da paz, fazemos a guerra...

Queremos mais poder e queremos mais saber,

queremos o querer, não, ser o que somos,

meros seres humanos, animais irracionais.

Por quê?

Daquilo que é simples na vida

sequer vemos o reflexo.

Cultivamos nossas feridas,

banalizamos nossos afetos.

Em nome de Deus fazemos o mal.

O amor, só temos por nós mesmos.

Por quê afinal?

 

 

 

12/03/2007

 

 

 

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