Home Data de criação : 07/10/14 Última atualização : 08/12/29 14:11 / 984 Artigos publicados
 

José C. Lopes

ELISA SANTOS  (José C. Lopes) escrito em sábado 22 novembro 2008 16:13


 

ELISA SANTOS

José Carlos Lopes

 

 

Serão esses fragmentos em desarmonia,

como os encontro ao sabor à imaginação,

os elementos fátuos em tua canção

definindo-se em imagem e poesia.

 

Acolher a amplidão misteriosa

como a languidez do abraço em captura,

serenando a ansiedade à brandura

dos aromas negando o espinho à rosa.

 

Audaz a poesia ao tempo desafia

edificada em sonho e essência,

e o singular encanto dessa confluência

naufraga à noite redescobrindo o dia.

 

Mágica a mera palavra de Elisa,

suave fonte em radiantes cristais

deitando a vida em sábios madrigais,

vestindo em glória a mulher e a poetisa.

 

 

 

Londres, 22/novembro/2008

 

 

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MÁ OLIVEIRA  (José C. Lopes) escrito em sábado 22 novembro 2008 16:09

 

MÁ OLIVEIRA

José Carlos Lopes

 

 

 

Ver em ti a semente da esperança

em solo fértil de brandura e galhardia,

crescendo entre a resistência e a alegria

de à vida colher sentidos à própria andança.

 

 

Da tua palavra recolher a simples lição

de estar e viver ungido em sonhos e ideais,

firmando o pensamento aos pontos magistrais

em que norteias a harmonia e a sedição.

 

 

Ousarei a imagem dos ramos de oliveira

que trarias do universo que almejamos tanto,

acenando então à calmaria o acalanto

do teu sorriso feito ícone e bandeira.

 

 

Má, a sina recriada em benevolência

matiza a terra em aroma e floração,

ao firme e cônscio gesto da tua mão,

mitigando o futuro e toda dolência.

 

 

 

 

Londres, 20/novembro/2008

 

 

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DEPRESSÃO  (José C. Lopes) escrito em sábado 15 novembro 2008 15:33

 

DEPRESSÃO

José Carlos Lopes

 

 

Nada mais que eu já não saiba,

nem mesmo as seletas melodias

espalhando a álgida alegria,

ou qualquer espaço que me caiba.

 

 

Sequer arriscar o perdão corroído

aos muitos ouvidos em torvelinho,

se alguma divindade pelo caminho

apontará o atilado destino.

 

 

Força monumental e tão viva

cedendo-me o amor e o ódio

num pensamento monocórdio

e tenaz em cadência rediviva.

 

 

Não me queiram a displicência

como halo das sábias verdades,

reajo pela minha intimidade

livrando aos males a inocência.

 

 

Se assim há de ser, que então me bastem

o ardor e o desejo tão antigos

como sopro em meus tecidos,

e que agora as falácias se calem.

 

 

Silêncio que reclamo à partida

ao desonerar qualquer saudade,

e certa fique a felicidade

às últimas contas com a vida.

 

 

Londres, 14/novembro/2008

Poeta Londrino

 

 

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TRANSPARÊNCIA  (José C. Lopes) escrito em segunda 03 novembro 2008 16:26


 

TRANSPARÊNCIA

José Carlos Lopes

 

A Sandra Lúcia Ceccon Perazzo

 

 

Lúcida, a poesia que me alumbra

o olhar, então descrente e distraído,

como auréola de carinho e sentido

rogando sonhos ao desalento e penumbra.

 

Translúcida ternura em adorno e verso,

acenando em tuas mãos e semblante

a cristalina esperança e radiante

fé que me sufraga os céus e o universo.

 

Transparência que ofertas delicadamente

em generosas palavras e destemor,

quando lealmente pronuncias o amor

em sorrisos claros e oniscientes.

 

Lúcido, agradeço-te em contrição

a resgatada paz, que confesso agora,

ora me trazes, em tão boa hora,

no pulsar alegre do teu coração.

 

Londres, 3/novembro/2008

Poeta Londrino

 

 

 

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COLORAÇÃO  (José C. Lopes) escrito em sexta 31 outubro 2008 16:29

 

COLORAÇÃO

José C. Lopes

 

 

"Receber-te, revelação em sopro de lenda,

céu redimindo a peregrina que acompanha

a escritura floreada; prece da montanha,

decifrando o teu amor e fé em bênção e oferenda."

(Sandra Ravanini, Revelação)

 

 

Desabrir à flor timorata e malévola,

recorrente peleja em meus humores,

quando o fastio aos crescentes louvores

me aponta a alucinação e as pérgulas.

 

 

Aléias em devoção contrária à lenda

ripostam a caminhada e o desgoverno,

se esgrimo a desventura dos meus nervos

em níveas mãos e feridas na contenda.

 

 

Coloração de um mistério que ora ceifa

quantos sopros tentaram a remissão,

a bênção alijada à exata omissão

de tanto amor deixado à colheita.

 

 

Então buscar dessa visão sombria

a prece à entrelinha e à escritura,

atomicidade,  e a vida que perdura

em tênue essência ousando a luz e o dia.

 

 

 

Londres, 31/outubro/2008

Poeta Londrino

 

 

 

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