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Gente como a gente

Fim do mundo  (Gente como a gente) escrito em terça 15 julho 2008 03:27


 

Poema 0791 - Fim do mundo
by-Caio Lucas

Voz: Sandra Ravanini

 


Que venha o fim do mundo, nem ligo,
não sou eu que apago o sol,
nem quem acende a lua depois das seis,
fico aqui esperando qualquer dia pra morrer.

 

Não me importa que a chuva seja forte,
pode até ser tempestade das boas,
com vento que sopra os telhados
ou daquelas que faz a noite esfriar.

 


Sou um sujeito homem muito dos bons,
pergunte aquele lá de cima, esse não,
o outro, o meu pai-do-céu,
o que fez esse mundo e deu pra nós.

 


Não me aflijo com qualquer guerra,
não sei brigar, nem mesmo falar direito,
pode me chamar de caipira, sou sim,
importa é se ela não vem na noite que faz frio.

 


É, mesmo assim estou preocupado com o mundo,
tudo parece bonito por fora, mas está pobre,
 os homens carentes, as mulheres doentes de amor,
parece que o amor foi esquecido fora do coração.

 


Faça o melhor, mesmo depois do sol apagar,
deixa que a lua venha e pluma no céu do seu gosto,
faz que brilhe o branco de paz nos seus olhos
até que na sua alma pouco a pouco cresça amor.

 


Não sou deste mundo revolução, não participo dos buuns,
que explodam seus desejos de terra, de poder idiota,
risca no chão seu pedaço em roda dos seus pés,
é do pó que veio, é o pó que vai herdar.

 

23/08/2006

 

 

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Desinstal.exe - Má Oliveira  (Gente como a gente) escrito em terça 08 julho 2008 17:34

 

Desinstal.exe

Má Oliveira

 

 

e então as janelas do Windows se abrem...

me trazendo você...

vens montado em seu pc branco...

mira seu mouse ótico sobre meu link...

e dispara!

clica... e clica...

nascendo assim uma obsessão sem limites...

Buscando de formas inacreditáveis fazer com que eu mude o que escrevi...

(Assassinaram o Happy Hour!!! LEI SECA Nº 11.705, DE 19 JUNHO DE 2008 - Publicado no Recanto das Letras em 30/06/2008 - Código do texto: T1058238)

( art. 5º CF IX - é livre a expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, independentemente de censura ou licença;)

Alucinado... prega "a sua" legalidade e moralidade...

revestindo-se da invisibilidade de provedores, falsos IPs, perfis e nomes fictícios...

passa dias e noites, moendo seu teclado alado

no afã de chamar minha atenção...

Infringindo a Carta Magna que veda o anonimato...

(art. 5º CF - IV - é livre a manifestação do pensamento, sendo vedado o anonimato;)

 

 

quando percebe que não vai me encantar...

meu tópico vem floodar...

 

Heróicos webdesign surgem em meu socorro...

 

Você, nesta sua paixão virtual descontrolada,

não consegue de mim se desconectar...

sobrecarrega sua memória, tentando meu "eu" dowloandar...

 

tenta fazer um shift+del / shift+insert

da minha essência...

se atualizar...

 

num machismo sem fim

deves o dia todo

"Creuzinha" cantar pra mim,

(letra ao final do texto).

 

mas você se porta como um temporário...

se torna alvo de piadas dos demais usuários...

cookie desnecessário...

 

Nada do que eu faça ou diga, te leva a aceitar...

meu texto não posso e nem quero mudar...

 

Mas bastou no google o teu primeiro email consultar

e vejo que desde 2003 confusões você já costumava arrumar

( http://www.mat.puc-rio.br/~nicolau/olimp/obm-l.200306/msg00140.html )

 

daqui a pouco até o meu msn  você vai pedir...

e com tanta intimidade vai tentar me iludir

que o melhor pra minha vida é eternamente

arquivos com você transferir...

 

não vai dar...

eu adoro amar...

você só se sente bem quando as pessoas estão a te odiar...

Mas por ti vou orar

(oração ao fim do texto)

 

já mandei dois links pra te ajudar

mas caso tenha deletado, vou novamente aqui colar:

http://www.cvv.org.br/

http://www.neuroticosanonimos.org.br/

 

e finalmente o teu desinstal

vou poder executar...

 

mas se prometer só um comentário postar

pode novamente me xingar, não vou te deletar...

já me acostumei a te ver contestar

mas não vale me enganar...

ou como um worm vou ter que te tratar...

 

enquanto isso, degusto dos meus saborosos dois copos de cerveja, dentro do limite de tolerância legal...

pego meu carro e vou passear...

não sem antes no yahoo te bloquear...

 

e ao som de

De quererte asi, Luis Miguel
dirijo tranquilamente...

uma só pergunta na mente:

 

Se não vamos sair vivos desta, por que você leva tudo tão a sério?

sorria, eu não estou te filmando!

mas com certeza você deve ser mais bonito sorrindo do que resmungando...

 

Creuzinha

Kaquinho Big Dog

Não quero mais o seu amor

Porque voce deu pau no meu computador

Deleto meu harde diske

Quebro os drive dos diskete

Apago meus textos tudo

Seleciono eperto delete

 

voce não saca de informatica

Não manja de softwere

Voce não é internauta

Não manja dos gueri gueri

Creuzinha vorta pra cuzinha

Faz sopa que eu to com fome

E saiba que o computador meu amor

É coisa pra home

 

O meu

286 era o bixo

Mas oce discunfiguro meu computador

E meu tigrão viro um lixo

4 megas de memoria ram

Esquecidos na lixeira

Tira a mão desse tecrado creuzinha

Vorta pra sua incerradeira

 

Ocê não saca di informatica

Não manja de softwere

Voce não é internauta

Não manja dos gueri gueri

Creuzinha vorta pra cuzinha

faz sopa q eu to com fome

e saiba q o computador meu amor

é coisa pra home

 

Orando por você.

 

"ORAÇÃO DA SERENIDADE
Concedei-nos, Senhor, a serenidade necessária
Para aceitar as coisas que não podemos modificar,
Coragem para modificar aquelas que podemos,
E sabedoria para distinguir umas das outras (...)"

 

 

 

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Bêra Mar Acidentada  (Gente como a gente) escrito em sexta 18 abril 2008 20:54

 

Bêra Mar Acidentada
Terê das Bêra Mar

Eu ando disconsolada,
Muito triste e aperriada,
Cum tudo que aconteceu...
Vô contá a minha história,
Muito sem fama nem grória,
Que acabô co riso meu.

Cunforme tudo cêis sabe,
A idade tem seu zinabre,
Num sô eu que ficô sem.
Vai daí que noite dessa,
Eu mais Cici... (Ora essa!)
Co nóis, num tem pra ninguém...

Saímo pá prosiá,
Uma cervinha tomá,
Que aqui ninguém é de ferro.
Bebemo lá um punhado,
O de sempre que é sagrado,
Num dava pá cabá em berro...

Mais a disgraça foi a fome,
Onde bebe num si come,
Que o cuzinhero é lambão.
Descemo no bar do turco,
Onde os amigo tem surto,
Que o tratamento é do cão.

Mai a esfirra é das boa,
E o kibe merece loa,
Então que vá, fomo lá...
Cumemo cum muito gosto,
Mai terminô im disgosto,
Quando vi o vento chegá.

Era o tar do Noroeste,
Um vento brabo da peste,
Que faiz discrente rezá.
Foi só mesa que voô,
Cadeirada que tombô,
E a Cici quase a chorá.

Eu na verdade num temo,
Que já conheço esse demo,
Do meu tempo de ferante.
Via as barraca no chão,
Me cortava o coração,
Do prijuízo gritante.

Mai a noite já ia arta,
E nóis sem cacife e carta,
Achei mió se aprumá.
Grudei na mão da Cici,
Arrastei daqui dali
Que ela quiria ficá.

Mais o tar turco é o cão,
Fecha sem apelação,
Na hora que ele cismá.
Pur isso fomo pra rua,
Naquela noite sem lua,
Cum vento de arripiá.

Inté agora eu num sei,
Onde foi que eu tropecei,
No tamanco ou na cerveja...
Mai me istatelei no chão,
E sem nem prestá atenção,
A Cici inda me rasteja.

Me ralei que deu inté gosto,
Só fartô ralá o rosto.
Vinha um carro... paricia...
Nessa hora deu paúra,
Me chegô a dá gastura,
Adeus amô de puesia!

Mais acho que eu variei...
Sei que tamém num gritei,
Mai Cici intão me inxergô.
Com uma força do cão,
Que num foi regada a pão,
Num instante me levantô.

Agradeço o motoquero,
Que veio inté bem ligero,
Mai num pricisô acudí.
Que Cici mai qui dipressa,
disse:- levanta ora essa,
Si iscafedemo dali.

Cada uma pá sua casa,
Sem nem pricisá de asa,
Tava tudo belezinha...
Vento gemia e gritava,
Mai nói já num pricisava,
Si isquentá co a picuinha.

Inda fiz a ligação,
Vê se tava tudo bão,
I tava intão fui durmí.
Mai lá pela madrugada,
Ah Meu Deus que disgramada,
A baita dor que eu sintí.

Meu pé tava disastrado,
De fato bem isculhambado,
Só intão eu pude vê...
Num chorei que num diantava,
Mainha ali já num tava,
Intão vô chorá pra quê?

Bisuntei ele cum ungüento,
Meti um imprasto bento,
Que tenho sempre guardado.
Deu pá intorpecê a arrelia,
Fui acordá só ao meio-dia,
A dor já tinha amainado.

Duro memo é aguentá,
Pur farta do que falá,
trovadô marra-cachorro.
Que fica caluniano,
esse sufrimento insano,
pelo quar eu quasi morro.

Deus hai de lhi castigá,
Que nunca mai há de dá
uma dentru nessa vida!
O que num caiu, impelota,
E o resto tudo amarrota
Inté essa cara fingida.

Esse puto é o véio lambão,
Que Arvaré é seu rincão,
E bota nóis mar falada.
Diz que nóis é manguacera,
Oia bem que judiera,
Logo a Cici, que cuitada!

Nóis tomemo cervejinha,
Mai entre a dela e a minha,
Num chegô nem numa caxa.
Cumo pode sê mardoso,
Esse véio iscalabroso,
E vim falano im manguaça?

E eu qui tava pensano
Quem sabi de i ajeitano
O meu tercero marido...
Mai dipoi desse recrame,
Desse tar de véio infame,
O assunto tá resorvido.

De homi eu quero distança,
Só serve pá enchê a pança,
E mandá fazê serviço.
Num reserva nem o direito,
Da gente mandá po peito,
O que nóis faiz gosto nisso.

Num devi tê cruiz maió,
Módi que essa é a pió,
Que é aguentá um véio desse...
Deus proteja a sua muié,
Pra isso eu rezo cum fé,
Que a cuitada num merece.

Purque eu no lugá dela,
Já tinha abrido a jinela,
Quando passa vaca braba.
Jogava esse véio fora,
Fingia que ele foi imbora,
E nem prosa mai eu dava.

Dexo aqui o meu protesto:
Meu mai fundo manifesto,
De nocência que nóis temo:
_Cachaça do Prisidente,
Juntano cerva e aguardente:
- Eu e Cici num bebemo!!!!_

Santios, um dia quarqué de abrir de 2008
(num posso nem lembrá esse dia, affffffffe)

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Um ser amado  (Gente como a gente) escrito em sábado 22 março 2008 00:33

 

Um ser amado

Vitória Branca

 

 

Um anjo, um amigo, um irmão, um amor!

Senhor, por que colocaste este ser na minha vida?

Um anjo que caiu na terra, radiava luz, iluminando e garantindo a guarda do meu rumo.

Um amigo sempre disposto... auxiliava-me e arrojava-me forças para um destino já certo e condenado de minha querida rainha.

Um irmão de que sempre precisei para me confortar, conciliar e ajudar na minha responsabilidade deste caminho.

Um amor que me dominava e, confesso... estava hipnotizada e enfeitiçada.

Por que, Senhor? Colocaste esse ser em meu amado caminho?

Que amor puro é este a que me entregava em carinhos?

Um amor proibido invadia-me com sorriso ouro-brilhante, seduzindo-me à vontade,

sem seqüência, dando-me vida, emoções e sentimentos.

Este ser de olhos calmos, pele macia, permitia-me tocá-la, acariciá-la sentindo seu calor, sem apelos bruscos. Em uma melodia silenciosa, lentamente espalhava glórias e delírios como nunca havia sentido.

Ah! Como é forte o sentimento que sinto por este ser!

Tirava-me o fôlego, enchia-me de temores; coração em disparada... lançava-me em vôo afável sem que tirasse os pés do chão.

É paixão?

Um sentimento humano cheio de esperanças, felicidade, harmonia e paz.

Por que, Senhor, tal castigo agora?

Afastou-me deste amado ser, arrancou-me este amor, punindo-me sem piedade?

Sem a chance de uma nova oportunidade de retratar e reatar...

Nesta dolorosa separação, sinto o caos dentro de um abismo profundo.

Olhar vago, lágrimas em ondas!

Angústia e luto, medos e desprezo, abandono total.

Nos vários dias de silêncio, tento entender por que este rompimento nesta vida passageira, sem poder desfrutar desta união com este ser, tendo um único objetivo... amar a vida e ser feliz!

Este ser, Senhor, é meu anjo, meu amigo, meu irmão e meu amor para sempre.

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GENTE COMO A GENTE - LUCIA TRIGUEIRO  (Gente como a gente) escrito em terça 18 março 2008 16:30

 

GENTE COMO A GENTE
POR LUCIA TRIGUEIRO

 Melodia manifesta beleza circular
descreve reciprocidade sintonia
 seleção elenco carinho respeito

grupo prateado evoca consciência
estado d'alma feliz
conivência língua fraterna
 compreensão raciocínio emana 
floresta verde cítrico

folha suave amplitude unificada
amados somos lindos versos
 expressando sentimento decisivo
 fluindo doçura admiração

 flor germinando origem crescendo
 florescendo ensinamento de Jesus
"amai-vos uns aos outros"

 jardim corrente da amizade
GENTE COMO A GENTE
 
 
AMO DE CORAÇÃO
beijos emocionados
Lucia Trigueiro
 
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