Cidade de Tbilisi, na Georgia - Rússia
ÁLBUM DE FAMÍLIA: IVAN III
À memória
do
meu titio
João de Almeida Marques [1936-1996].
“São Paulo, 26 de junho de
1982.
Estimado sobrinho e amigo João, acuso o
recebimento de sua carta de 6 do corrente mês e fiquei muito
contente em saber que vocês estão fortes. Acuso
também o recebimento do convite para assistir o casamento do
grande Ivan. Isto é, do Ivan II, porque agora apareceu o
Ivan III, com quem já conversei com ele pelo telefone em
Goiânia, e tive uma surpresa. Descobri, por intermédio
dele, que tenho mais uma sobrinha legítima, filha do
Anatole, que se chama Edilma. Quanto à nossa presença
no casamento do grande Ivan, ou somente a minha, se o Emiliano
não puder ir, será infalível. Com respeito a
não havença de festividade, não importa,
nô-la faremos à nossa expensa. Para isso há o
Lagoa lá pertinho. Eu quero lhe comunicar que após
receber sua carta eu já estive duas vezes em Campinas.
Não pude chegar até aí porque tenho de voltar
cedo para São Paulo, e, creio mesmo, que irei ainda mais uma
vez, mas, se for, eu chegarei até lá. Sem mais,
desejo muita saúde a vocês e termino esta com
abraços a todos.
ADOLPHO SCHAWIRIN
[endereço]
SÃO PAULO – CAPITAL – SP
CEP [...].”
...........................................................
NOTINHAS
1) IVAN I:
trata-se de Ivan Emilianovitch, ou melhor, IVAN EMILIANOVITCH
SCHAWIRIN, estudante (do tradicional “Colégio Estadual
Culto à Ciência”, em Campinas, entre 1917 e
1920) e professor (do “Colégio Orozimbo
Maia”, em Campinas, na década de 40); poeta e tradutor
(cf. tradução direta do russo do romance “Pais
e Filhos”, de Ivan Turgueniev - pela Editora
Ediouro (1988) ou “Clube do Livro”; além
d’outros romances) e partícipe da “Semana da
Arte Moderna”, de 1922, em São Paulo. Devido à
precária situação financeira em que se
encontrava no referido período, Ivan foi forçado a
“negociar” - junto a um (até hoje) famoso
intelectual daquela época - um poema de sua própria
autoria, cujo reconhecimento, atualmente, atravessa as fronteiras
nacionais.
A quem interessar possa, em se tratando de
desenvolvimento de pesquisas na área da literatura, deixo
aqui registrada uma dica no que se refere a redimir um homem
esquecido pelos estudos literários brasileiros.
2) Minha família, do lado materno, constitui-se de
imigrantes provindos da cidade de Tbilisi, na Geórgia
– Rússia, em 1914.
3) Pai, mãe, irmãos e irmãs de ADHOLFO
SCHAWIRIN*, respectivamente (todos mortos):
MEUS BISAVÓS (de Sílvio Medeiros)
a) Emiliano Schawirin;
b) Marina Schawirin.
MINHA VOVÓ E TIOS-AVÓS (de Sílvio
Medeiros)
[c) Adolpho Schawirin (falecido em 1984)]*
d) Aksênia Schawirin (minha vovó maternal/
1909-1941);
e) Scholastica Schawirin;
f) Olympyada Schawirin;
g) Ivan (Emilianovitch) Schawirin*;
h) Anatole Schawirin;
i) Maria Schawirin (caçula e única filha nascida no
Brasil, na data de 09/10/1917 – falecimento:1978).
4)João = do russo, Iwan - (Pronúncia russa:
Ivân)
*CONFIRA FRAUDES COMETIDAS EM TRADUÇÕES DE LIVROS EDITADOS NO BRASIL EM:
http://assinado-tradutores.blogspot.com
DENÚNCIA
A família de IVAN EMILIANOVITCH SCHAWIRIN jamais foi consultada sobre as sucessivas edições da tradução do livro "PAIS E FILHOS" de Ivan Turgueniev.
PROF. DR. SÍLVIO
MEDEIROS
Campinas, é outono de 2008.
(Com alguns acréscimos, o presente texto data de 2006)
SÍLVIO MEDEIROS
Publicado no Recanto das Letras em
28/11/2006
Código do texto: T304164
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