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Familia

ÁLBUM DE FAMÍLIA: IVAN III  (Familia) escrito em quarta 30 abril 2008 00:19

 

Cidade de Tbilisi, na Georgia - Rússia

 

ÁLBUM DE FAMÍLIA: IVAN III



À memória do
meu titio
João de Almeida Marques [1936-1996].



     “São Paulo, 26 de junho de 1982.

     Estimado sobrinho e amigo João, acuso o recebimento de sua carta de 6 do corrente mês e fiquei muito contente em saber que vocês estão fortes. Acuso também o recebimento do convite para assistir o casamento do grande Ivan. Isto é, do Ivan II, porque agora apareceu o Ivan III, com quem já conversei com ele pelo telefone em Goiânia, e tive uma surpresa. Descobri, por intermédio dele, que tenho mais uma sobrinha legítima, filha do Anatole, que se chama Edilma. Quanto à nossa presença no casamento do grande Ivan, ou somente a minha, se o Emiliano não puder ir, será infalível. Com respeito a não havença de festividade, não importa, nô-la faremos à nossa expensa. Para isso há o Lagoa lá pertinho. Eu quero lhe comunicar que após receber sua carta eu já estive duas vezes em Campinas. Não pude chegar até aí porque tenho de voltar cedo para São Paulo, e, creio mesmo, que irei ainda mais uma vez, mas, se for, eu chegarei até lá. Sem mais, desejo muita saúde a vocês e termino esta com abraços a todos.


ADOLPHO SCHAWIRIN
[endereço]
SÃO PAULO – CAPITAL – SP
CEP [...].”
...........................................................
NOTINHAS

1) IVAN I:

trata-se de Ivan Emilianovitch, ou melhor, IVAN EMILIANOVITCH SCHAWIRIN, estudante (do tradicional “Colégio Estadual Culto à Ciência”, em Campinas, entre 1917 e 1920) e professor (do “Colégio Orozimbo Maia”, em Campinas, na década de 40); poeta e tradutor (cf. tradução direta do russo do romance “Pais e Filhos”, de Ivan Turgueniev -  pela Editora Ediouro (1988) ou “Clube do Livro”; além d’outros romances) e partícipe da “Semana da Arte Moderna”, de 1922, em São Paulo. Devido à precária situação financeira em que se encontrava no referido período, Ivan foi forçado a “negociar” - junto a um (até hoje) famoso intelectual daquela época - um poema de sua própria autoria, cujo reconhecimento, atualmente, atravessa as fronteiras nacionais.
     A quem interessar possa, em se tratando de desenvolvimento de pesquisas na área da literatura, deixo aqui registrada uma dica no que se refere a redimir um homem esquecido pelos estudos literários brasileiros.

2) Minha família, do lado materno, constitui-se de imigrantes provindos da cidade de Tbilisi, na Geórgia – Rússia, em 1914.

3) Pai, mãe, irmãos e irmãs de ADHOLFO SCHAWIRIN*, respectivamente (todos mortos):

MEUS BISAVÓS (de Sílvio Medeiros)
a) Emiliano Schawirin;
b) Marina Schawirin.

MINHA VOVÓ E TIOS-AVÓS (de Sílvio Medeiros)
[c) Adolpho Schawirin (falecido em 1984)]*
d) Aksênia Schawirin (minha vovó maternal/ 1909-1941);
e) Scholastica Schawirin;
f) Olympyada Schawirin;
g) Ivan (Emilianovitch) Schawirin*;
h) Anatole Schawirin;
i) Maria Schawirin (caçula e única filha nascida no Brasil, na data de 09/10/1917 – falecimento:1978).

4)João = do russo, Iwan - (Pronúncia russa: Ivân)

*CONFIRA FRAUDES COMETIDAS EM TRADUÇÕES DE LIVROS EDITADOS NO BRASIL EM:

http://assinado-tradutores.blogspot.com

http://dbottmann.blogspot.com

http://o-horror.blogspot.com

DENÚNCIA

A família de IVAN EMILIANOVITCH SCHAWIRIN jamais foi consultada sobre as sucessivas edições da tradução do livro "PAIS E FILHOS" de Ivan Turgueniev.


PROF. DR. SÍLVIO MEDEIROS
Campinas, é outono de 2008.

(Com alguns acréscimos, o presente texto data de 2006)

SÍLVIO MEDEIROS

Publicado no Recanto das Letras em 28/11/2006
Código do texto: T304164

 

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VIDA NOVA  (Familia) escrito em domingo 13 abril 2008 17:57

 

Vida nova

Edna Monteiro Martins Colombo

 

 

A natureza divina é sábia...

Amor materno em plenitude brotava.

Cuidados dobrados, valendo a pena esperar;

domínio da força sem limites e medo,

tendo certeza da alegria no final.

Felicidade sempre perto, sentindo outra vida, movimentos,

seu coração dentro de mim a pulsar.

Passado poucos meses, o sol da tarde, mais luminoso, quente,

não coincidia com o inverno, mas era chegada à hora.

À hora da separação, de esperança e sobrevivência de vida completa.

A liberdade!

Nasce uma menina...

Seja bem-vinda minha filha!

Seja bem-vinda, Helena!

Deus... abençoe esta criança, meu anjo, meu ouro, minha pequena.

Obrigada, Senhor, por escutar meus apelos, minhas preces,

pela nova chance de ficar e acolher minha filha em meus braços.

O tempo passa:

-Tenha bons sonhos minha flor.

-Brinque, pule, divirta-se.

-Pinte o sete.

-Aprenda as lições, não tenha medo de errar.

-Cuidado com isso, pode machucar.

-Não se esconda menina, a tempestade vai passar.

Cresça, sorria, mas chore quando for preciso, ame e viva esta vida,

procure sua felicidade, eu sempre estarei por perto, princesa...

 

Com ternura, Edna, sua mãe.

13/04/2008

 

 

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Mãe, mais um ano sem você.  (Familia) escrito em sábado 22 março 2008 00:06

 

Mãe, mais um ano sem você.

Edna Monteiro Martins Colombo.

 

 

Abro a janela de meu quarto e percebo que vai passar mais um dia,

mais um que não deixo de pensar em você.

Mãe, amiga fiel, mestra, paterna e materna, corajosa e sincera.

Pessoa de Fibra!

São tantas qualidades, mas as quais eu admirava muito era sua honestidade

e a capacidade de ajudar as pessoas, estas... amigas ou inimigas e até desconhecidas.

Não importa quais eram!

Bastava alguém pedir sua ajuda que você já estava presente

para estender suas mãos.

São tantas lições de vida, recordações e lembranças que jamais irão se apagar do meu coração.

Imagino que agora está em paz, como um anjo de cabelo negro, sorriso nos lábios

e asas iluminadas viajando pelo infinito sem restrições, e mesmo assim tentando

cuidar de nós,... admirando suas netas crescendo e torcendo para que todos

nós sejamos felizes.

Mãe, obrigada mais uma vez por ter me dado à vida.

No final do dia, fecho a janela e ainda tenho a esperança de te reencontrar

novamente para dizer tudo isso pessoalmente.

Mãe, eu te amo!

E hoje, eu, Edna, sua filha, lhe dedico essa mensagem de alma.

 

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Invoco o Louco - TRIETO  (Familia) escrito em quarta 27 fevereiro 2008 23:52

 

Invoco o Louco

Lis Helena Ravanini



Capricho de minha imaginação
esta criação, a poesia concebida
vinda da evanescente aparição
nesta madrugada mal dormida.



Devaneios no retorno ao meu Elísio,
e me vem esta inspiração insana!
Anestesia a realidade e um vício,
droga esta insciente mente profana!



Divino devaneio de um demente...
Louco, valsa só pelo plano real.
Mais real é este palco incomum a mente,
neste, sou rei e urro num ato teatral.



Lamento aos sãos! Fantoches da razão!
Bebo, danço e esqueço o amanhã triste,
driblo a dor de minha insatisfação.
Sem limite, a obrigação não existe!

 

27/11/2006

 

*****

 

Invoco o Louco

Sandra Ravanini


Parição desenfreada e demente,

louca sombra em despidas rasuras,

madrugada das horas obscuras,

febril reflexo em boca dormente.

  

Anseios que agasalham esse Olimpo,

viciado eco em um véu de sujeição

e na parede sorri a inquinação

qual um mendigo ruindo o recinto.



Delírio divino de um descrente...

Aparições do ébrio, vêem neste heu

espelhos quebrados, os seus ou os teus?

Retalhos no palco do indigente.


Chora o réu, fantoche da solidão

valsando aos quantos dedos em riste,

e às bocas caídas nos risos tristes.

Invoco o louco ao exorcismo dos sãos!

 

29/11/2006

 

*****

 

Liberto a louca e invoco a morte.

Sônia Ravanini Pina

  

Grito o suplício que domina e estagna a minha alma,

e liberto a louca que em mim, inocente e sã hibernava.

Não sou eu quem você via e ouvia tão alheia por ai,

era a outra face, a obscura que imperava in vitro aqui.

  

Divina face da loucura legando a frieza aos meus dias,

que em lamentosos devaneios invoca a face da morte

em pesadelos eternais que eu clamo em minhas noites.

Sou eu que construo esses atos insanos nas noites frias!

  

Invoco a morte para que adiante os meus loucos dias,

beijo a sua cinza face como quem reverencia essa vida,

e dôo-lhe o pouco que ainda sobrevive de vida em mim.

Liberto a minha sã insanidade para que viva na morte enfim.

  

Liberto a louca e invoco a morte poderosa e soberana

abraço a louca que sou em harmoniosa compreensão,

beijo a boca da morte em uma entrega total e absoluta,

e rompo, enfim, com a realidade que impera a maldição!

  

04/01/2007

  

 

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URGENTE - TRIETO  (Familia) escrito em quarta 27 fevereiro 2008 23:44

 

URGENTE

Sandra Ravanini

   

Desperta agora condigno sofrimento, torquês das seqüelas,

aceita a infâmia claudicante dos teus fantasmas reticentes,

engolindo o afago cruel, hoje teu amor renasce tão urgente

neste arremedo infiel suplicando ao leito vazio do sentinela.

  

Urgente é a luz se esvaindo nas mentiras que crê nesta hora,

clemente é só um silêncio mordaz, colhendo a dor da intriga

na lágrima simpática chovendo delírios nos vícios das brigas.

Apressa agora o peito temente e ajoelha à reprimida demora!

  

Urgente é o bramido da voz na garganta que nada mais cala,

atônita sentença, urgência na doutrina que a ti não mais fala.

Impendente o dia e a noite amargando a boca em tolo pranto,

riso torto, outrora acuando outros lábios nas quinas e cantos.

  

Iminente é o segundo que passa ante as horas distando seu heu

clareando a culpa e a pena, posto que toda pena de nada valeu,

e segue arrancando a camada espessa na trama de teu verniz,

descobrindo que urgente foi o dia, quando alguém te fazia feliz.

  

Segue violão! ...

30/01/2007

 

*****

  

URGENTE II

SÔNIA RAVANINI PINA

  

Acorda agora do indigno fingimento, torpes mazelas,

engole a arrogante seqüência, eram tantas reticências...

Afaga o próprio fel e beba do próprio veneno em falsete.

e em teatral harmonia com o próprio e triste verbete.

  

Ilumina-se a alma enclausurada na mentira decadente,

e valente, retoma sua calma que em branca aura desperta

e sorri inocente! Agora caminha com as próprias pernas,

e não mais obediente ante a clausura doentia e imposta.

  

Liberta-se uma alma claudicante, porém, vitoriosa,

gritando à liberdade de um coração aprisionado

seguindo nas mãos do irmão em um caminho solidário,

canta agora, com voz leve o canto santo e libertário.

  

Segue a algoz de outrora contando angustiada às horas

de um tic-tac vazio, pois, tão previsível era esse final;

chora o falso arrependimento em mentiras tortuosas,

vade retro remedo de gente, pise só sua estrada do mal.

  

Liberte o violão e segue em frente assombração...

 

07/02/2007

  

*****

   

URGENTE III

LIS HELENA RAVANINI

  

Alerta a sirene escandalosa, apareceu a louca,

e liberta esta do casulo tétrico, a revolução se inicia...

Mais uma vez persuadindo os demais com um urro a gritaria,

vaias avisam, mas ela veste a máscara mouca.

  

Urgente! Vejo gente respondendo pelo erro dos outros!

  

Aviso aos navegantes, atenção à falsidade!

A mesma boca que cuspia fel, hoje diz ter lábios de mel,

escarros barulhentos, agora são sussurros de um anjo do céu,

assim, não acredite no caos lúgubre da “Srª.  Maldade”

  

Urgente! E a cínica sirene pede clemência!

  

E é com urgência que faço o meu pedido:

_Chamem o carrasco para o eu cético poder descansar,

decepe a dor que a insana ousou criar,

afastando o mal referido ao foragido.

  

_Urgente! Acode ao são! Antes que estoure a última corda do violão.

 

(segue oração... desabafos para o fim do começo da renovação)

 

 

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