Home Data de criação : 07/10/14 Última atualização : 08/12/29 14:11 / 984 Artigos publicados
 

Lis Helena Ravanini

HOMEM  (Lis Helena Ravanini) escrito em quarta 30 abril 2008 18:02

 

Homem

Lis Helena Ravanini

 

 

 

Homem, fogo e vento que põem fim à raiz de minha eternidade,

serra adentro tomba à vida a parte

sem se importar ao deitar a história que carrego, xeque-mate!

Pulsam os galhos de seiva escarlate diante desta maldade.

 

 

Fumaça deste desespero etéreo que eles tragam,

sufocam o verde vivido e transformam-no em inferno.

Sim, como eu lamento a ignorância do seu sadismo interno...

Não! Junto a mim os seres vivos que hospedo e ao pó retornam.

 

 

Uma Brisa leve alimenta as chamas do terror

em cada segundo, cada centímetro, décadas de minha existência

viram cinzas num tic-tac frenético, e sem glória nem poesia

minha paciência é incinerada a seu favor.

 

 

Liquido vital, seiva, condutor universal...

Você cospe brasas, mas mal sabe que colhe sua própria desgraça.

Ainda assim o tempo faz com que o ciclo se refaça

Chorando sobre a semente a natureza em mais um ritual...

 

30/04/2008

 

 

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PENTAGRAMA  (Lis Helena Ravanini) escrito em terça 29 abril 2008 00:17

 

Pentagrama

Lis Helena Ravanini

 

 

Cinco pontas pendentes,

como dedos do druida

clamando os elementos primordiais.

 

Cultuados, representados

cada qual num todo

chamado natureza.

 

Cadente proteção, pentagrama.

Cósmica energia na estrela a me guiar;

carrego o símbolo místico da luz!

 

 

28/04/2008

 

 

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Mágoa  (Lis Helena Ravanini) escrito em terça 15 abril 2008 20:38

 

Mágoa

Lis Helena Ravanini

 

 

Pesar em meu coração, onde pulsa a agonia,

em compassos lentos e ritmados pela amargura

de um sofrimento asfixiado nesta poesia.

 

 

Nem a alma resiste à mágoa e entrega a energia,

calada, ocultando a ferida, e sentindo-se traída...

E sem saída, chora por estar tão vazia.

 

 

Já a dor marca o rosto com feições de rebeldia,

tornando a face retalhada pelo sal das gotículas,

em máscara inerte a exibir a dor que cria.

 

 

30/01/2007

 

 

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TER A PALAVRA  (Lis Helena Ravanini) escrito em terça 15 abril 2008 20:17

 

TER A PALAVRA

Lis Helena Ravanini

 

Escapa de minhas presas um volátil palavrear,

mas o paládio da virtude selou-me a boca;

pesa a pena cega, pois sou poeta e não posso evitar.

 

De todos os céus apenas o de minha boca quer calar

a áspera língua que cospe a voz rouca:

— Protesto! Quero a autoria destes verbos jogados ao mar!

 

O "palavrão" desliza pelos lábios para lhe atacar,

e os sussurros de seu ouvido à cabeça oca,

são sensuais para te persuadir e usar.

 

Palavra... Esforço-me para não te difamar,

juro isto em meus dizeres, confissões de uma louca,

porém, pertence a mim o direito e o dever de lhe usar.

 

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Aos Srs. Pedantes  (Lis Helena Ravanini) escrito em terça 15 abril 2008 20:07

 

Aos Srs. Pedantes

LIS HELENA RAVANINI

 

 

 

E estas bravatas que cospe à casca intelectual?

E o manto de verdades adornadas formando seu caráter?

Falsa liturgia que persegue e encobre o homem. Não pode ver?

Finge crescer, mas possui filosofia especulativa e sem sal.

 

 

Uma liberdade imposta como salvação de todo e qualquer ser?

Se for mesmo esta a felicidade sofista e sublime, porque chora a alma?

Alma algemada, condenada pela glória em uma salva de palmas

ao homem, são com muletas filosóficas confinadas a entreter.

 

Você não é nada se não acredita neste nada que é a sua existência!

Limita-me ver tal perfil implorando sex apeal;

lamentou o momento que apreciava, mas fingiu.

Sei, pois ecoa este apelo implorador de essência!

 

 

Reagiu a expectativa, que burrice, que pena...

Dê adeus à alma do demônio demolida,

Assista a falência de sua unanimidade esquecida!

Vencido por esta pluma branca, Xiita? Aceite isto de forma amena...

 

 

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