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Homenagens que recebi

Arena & Canto Solo  (Homenagens que recebi) escrito em terça 30 setembro 2008 17:18

 

Arena & Canto Solo

Sandra Ravanini & José C. Lopes

 

 

É triste engolir o giz

insistente corroendo

aquilo que está doendo

na garganta tão infeliz.

 

Ainda prosseguir fazendo

de uma vida por um triz

o canto solo da atriz

logrando seu lamento.

 

Sedar o nó se a avença

inflama a ira retida

e a mão atenta a ferida

mutila o perdão à ofensa.

 

Colar a face partida

à amálgama da descrença

e evitar à sentença

os torneios da mentira.

 

Amparar o beco a ruir

entre uma e nenhuma mão

soltar a filha do cão

ou continuar a fingir.

 

Conter o ato e sedição

tal brandura a descair

no gesto de ficar ou ir

entre a graça e maldição.

 

Acordar sem ter aonde ir

na temida hora ruim

alcançando o frio de mim

olhando o sonho fugir.

 

Sonhar sobre o estopim

inflamado de um porvir

nebuloso e partir

de um delírio ao fim.

 

A garganta inflamada

desperta a filha do cão

entre um e mais outro não

olhando a mão espancada.

 

Sola o grito e sedição

feroz sobre a derrocada

invertendo a estocada

ao rijo punho e mão.

 

Nunca tal febre amena

a sedenta inflamação

se os cães e os panos de chão

se traem na triste arena.

 

Extirpar a traição

como ceifar a gangrena

deitando ao solo a pena

à fria devoração.

 

 

 

Campinas, 31/08/2008

Londres, 30/09/2008

 

 

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ELOS  (Homenagens que recebi) escrito em terça 30 setembro 2008 16:14


 

ELOS

José C. Lopes

A Sandra Ravanini

 

Pareceu-me agora ver o outono em teu semblante,

talvez porque almejasse também a fertilidade,

o discernimento e o engenho, uma só metade

de mim próprio unificando sonho e levante.

 

Pareceu-me recolher essa fragilidade,

a delicadeza da gota em fuga das torrentes,

fossem talvez elos quebradiços da corrente

preservando o livramento e a unidade.

 

Pareceu-me certo existir magna e urgente

a poesia, reclamando a vida qual rebento temporão,

certo ainda acreditar que não seja em vão

o verso esquálido pela súplica premente.

 

Pareceu-me agora querer tocar-te floração,

e sei da certeza da coloração e do perfume

justapostos na atração do mesmo negrume,

arriscando o enlace ao abandono e migração.

 

 

Campinas, 18/setembro/2008

Poeta Londrino

 

 

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RECONHECIDA - Poeta Londrino)*  (Homenagens que recebi) escrito em quinta 22 maio 2008 01:00

 

 

RECONHECIDA

Poeta Londrino)*

 

Podias sim, por essas artes desconhecidas,

teres passado sem lavrares a assinatura,

involuntário sentir, como uma contratura,

ou entre muitas imperceptíveis brisas.

 

 

Podias sim, apenas te derramares no tempo,

discorreres na translação dos enigmas,

outro aceno apartado de minhas insígnias

sem ousar opor o sonho ao discernimento.

 

 

Pudeste sim... subscrever a parcela em poema

que a ventura ludibriou trespassando sensos,

tuas próprias florações salvando rebentos,

quiçá, num jardim imaginário de açucenas.

 

 

Podes sim... esquecer aquela rima distraída

soletrada numa poesia inacabada,

se tudo aponta a concordância desvendada,

quando murmura a semelhança reconhecida.

 

 

 

Londres, 16/08/2008

J.C.Lopes

 

 

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Para uma grande amiga  (Homenagens que recebi) escrito em terça 20 maio 2008 17:12

 

Para uma grande amiga

Maria Nogueira Martinelli

(Sapeka)

 

A tristeza que senti invadir

o meu porto seguro que sempre pude ancorar,

fez uma lágrima aflita de mim escapar

...é que pude sentir na tua alma

uma dor diferente de outras que nunca de mim tentou ocultar.

 

Não duvides do meu carinho e do meu amor.

Dói demais pensar que uma dor em você eu fiz aumentar,

mas o coração que trago comigo

é feito de angustias que tento em vão protelar.

 

Se me calo por vezes e repetidas vezes,

tantas vezes...

é por querer que essa lágrima sentida que vi

não aconteça.

 

Não queria que rolasse por mim!

 

Mesmo assim percebo que escapa...

 É o seu coração que pressente uma dor

devolvendo uma lágrima

que chora por mim e você.

 

Mas o carinho que sinto

é o mesmo sempre.

 

Não muda,

duvido que um dia ele possa

o tamanho diminuir.

 

Amo você

 

08/05/2008

 

 

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Amiga/Amiga  (Homenagens que recebi) escrito em terça 13 maio 2008 16:50

 

Amiga/Amiga

Maria Nogueira Martinelli / Sandra Ravanini

(Sapeka) (Xan)

 

Qualquer hora dessas

lerás os meus versos

que falam do meu amor.

 

 

Lendo-te; desoras avessas!

Perdoa, então, este terço,

pois dissera eu de uma dor.

 

 

Verás que é antigo,

sem mistério e nada estranho.

É o mesmo que um dia se encantou,

exaltou e fez morada eterna no meu coração

 

 

Embriagado e longínquo abrigo,

sinais de tudo que ora acompanho

na mesma plenitude que mitificou,

Maria amor, escriturando-te; oh! constelação.

 

 

Tem a leveza dos dias claros

com a clareza de noites sem breu,

intenso como a alvorada

que apaga toda dúvida que a noite adormeceu.

 

 

Tem no silêncio que eu falo

o sentido invertido tão meu,

imenso breu descorando a madrugada

que prateia à lagrima todo sal que desceu.

 

Eu te amo!

  

09/05/2008

 

 

 

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