ELISA SANTOS
José Carlos Lopes
Serão esses fragmentos em desarmonia,
como os encontro ao sabor à imaginação,
os elementos fátuos em tua canção
definindo-se em imagem e poesia.
Acolher a amplidão misteriosa
como a languidez do abraço em captura,
serenando a ansiedade à brandura
dos aromas negando o espinho à rosa.
Audaz a poesia ao tempo desafia
edificada em sonho e essência,
e o singular encanto dessa confluência
naufraga à noite redescobrindo o dia.
Mágica a mera palavra de Elisa,
suave fonte em radiantes cristais
deitando a vida em sábios madrigais,
vestindo em glória a mulher e a poetisa.
Londres, 22/novembro/2008
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