MÁ OLIVEIRA
José Carlos Lopes
Ver em ti a semente da esperança
em solo fértil de brandura e galhardia,
crescendo entre a resistência e a alegria
de à vida colher sentidos à própria andança.
Da tua palavra recolher a simples lição
de estar e viver ungido em sonhos e ideais,
firmando o pensamento aos pontos magistrais
em que norteias a harmonia e a sedição.
Ousarei a imagem dos ramos de oliveira
que trarias do universo que almejamos tanto,
acenando então à calmaria o acalanto
do teu sorriso feito ícone e bandeira.
Má, a sina recriada em benevolência
matiza a terra em aroma e floração,
ao firme e cônscio gesto da tua mão,
mitigando o futuro e toda dolência.
Londres, 20/novembro/2008
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